sábado, 13 de setembro de 2014

Comemoração!

Não sei se perceberam, mas nosso cabeçalho ganhou uma modernizada.
Nosso blog está atingindo os 300.000 acessos e, como é de costume, "ponho a cara na reta" (rsrsrs).
Minha alegria é imensa, até porque sei que são 300.000 acessos de pessoas que compartilham comigo essa gostosa mania, essa deliciosa atração pelos diferentes cheiros que marcam profundamente a nossa história.
Comecei esse trabalho como um passatempo, sem maiores preocupações e, vejam só: continua sendo um dos meus prazeres, embora tenha me trazido algumas responsabilidades. Mas isso não é uma reclamação. Pelo contrário: tem sido um bálsamo para os dias mais atribulados e preocupantes.
Mais uma vez agradeço aos meus seguidores e a todos que acessaram ou acessam regularmente esse cantinho perfumado e sagrado pra mim.
Muito obrigado a todos! Espero que tenhamos muitas centenas de acessos pra comemorar..
... E um brinde com a minha cervejinha (nesse caso dispenso o champanhe)!
Obrigado a Sarah (Li), Yvan, Malú, Dâmaris, Priscila (e a todos da "távola",  como diz a querida Beth), Claudinho, Afrânio, Vana, Heriks, Alessandra, Samira, Tânia, Kaká, Cláudia, Luciana, entre tantos outros...

Essencial Feminino

Tenho certa reserva com Essencial Feminino, uma vez que me senti desrespeitado desde que tiraram de linha a primeira versão, muito semelhante ao Dune, de Dior, e que eu adorava.
Com relação ao Essencial atual, não o considero tão essencial assim, entretanto, desta vez, a fragrância me agradou.
Estou até meio perplexo, uma vez que o perfume de que falarei agora já é a terceira versão para Essencial Feminino (sendo que a segunda não me agradou nem um pouco).
Bem, vamos ao que interessa: senti a fragrância atual, pela primeira vez, em uma colega de trabalho e logo perguntei: que cheiro é esse?
Uma coisa é certa: original. 
O perfume tem saída cítrica e um tanto tropical. O corpo é floral e contém, provavelmente, notas que bastante se aproximam do efeito das frutas, mesmo que oriundas das flores, além de manter aquele cheirinho verde típico de Natura.
O ponto forte dessa fragrância, ao meu ver, é a combinação cítrico-floral combinada ao fundo macio e confortável do que acredito ser musk, âmbar e/ou baunilha (talvez fava-tonka).
Cria-se uma atmosfera que, para mim, não tem nada de sensual (como é descrita a fragrância: floral/sensual). O que sinto é pura ternura e conforto.
Uma fragrância que combina com qualquer ocasião e que pode ser facilmente compartilhada.
Um bom perfume, com boa fixação e projeção interessante quando alcançadas as notas de base.
Claro que, quando penso em Essencial de Natura, até pela própria imagem que se buscou criar de uma das linhas mais caras na marca, não imagino uma fragrância como essa. Mais uma vez afirmo que a primeira versão me era bem mais interessante. Entendo, porém, que para o nosso clima, uma colônia combina bem mais que um perfume tão intenso como o primeiro.
Mesmo sendo eau de parfum, este Essencial tem tudo para figurar entre as versões tupiniquins de boas eau's de toilette.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Juicy Couture

Apresento o principal perfume de uma marca que tem crescido rapidamente entre as "patricinhas" que curtem uma moda divertida e glamourosa, principalmente depois que as queridinhas Paris Hilton e Britney Spears posaram com suas roupas de treino em veludo rosa.
A marca foi criada na Califórnia por duas amigas, em 1997, e tem invadido os países do mundo, já dominando Estados Unidos e Japão.
O perfume, ao contrário do que se possa pensar, não é nada "patricinha", ou seja, está longe de ser uma daquelas composições de frutas vermelhas ultra ambaradas e afogadas em baunilha. Nada disso. Juicy Couture é luxuoso e tem um quê de classicismo adorável. Começa com notas doces, suculentas e frescas de maracujá, maçã-verde, melancia e tangerina, logo envolvidas por efeito de flores brancas e orvalhadas, como tuberosas e lírios. A combinação floral com as notas frutais suculentas criam um aspecto frio e profundo, denso, lembrando Anais Anais, inicialmente, e encaminhando-se para o coração de Jasmim Noir, de Bvlgari, e Crystal Noir, de Versace, certamente. A base ratifica essa impressão, quando atribui à sinfonia algo mais cremoso, graças à presença de baunilha, caramelo e crème brûlée, fazendo jus ao nome que carrega, o que não torna a fragrância goumand (outra tendência teen).
O frasco é de extremo bom gosto e bastante vintage, lembrando os perfumes com "tampas aplicadoras", embora esconda uma válvula padrão.
A fragrância foi criada por Harry Fremont, em 2006.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A poção da eternidade

Um tema lindo, proposto por uma pessoa linda: Li, do blog Parfums et Poésie, para a mesa de setembro, da nossa "confraria".
Imagine você, numa expedição ao interior das pirâmides do Egito, deparando-se com um frasco de perfume até então oculto, por todos esses incontáveis anos, em um nicho escavado na parede...
Como seria seu frasco? E o mais instigante: seu cheiro? Ahhh... só de imaginar, crio um perfume surreal, poderoso e nunca antes sentido...
Pesquisas recentes encontraram num frasco metálico vestígios do que teria sido o perfume da rainha Hatshepsut (c. 1473 a 1458 a.C.). Isso os levou a imaginar qual seria o perfume usado pelos egípcios. O incenso está entre os aromas mais prováveis, considerado o perfume dos deuses. Além disso, acredita-se que frutas, ervas e madeiras aromáticas eram imersos em óleo até que este ficasse saturado de fragrância.
Mas vamos além, já que a proposta é imaginar...
Imagino um perfume que tenha sido criado especialmente para imortalizar alguém e que, necessariamente, tratar-se-ia de uma obra única e inavaliável. Mais que isso: teria que se corresponder com o impalpável e sobre-humano.
Já que preciso dar contornos ao seu cheiro, tentando transmitir o que imagino, terei que estabelecer algumas relações. Imediatamente penso em Opium, de YSL. O cheiro da canela, envolvendo o jasmim, confere à fragrância ares de nobreza antiga, o que cairia muito bem a essa nossa simulação.
Mas preciso de algo mais: algo que, além de aprisionar o tempo num frasco e revelar toda a nobreza de outrora, possa também revelar a magia de um perfume e seu poder de embelezar e tornar imortal e pulsante o espírito a quem foi destinado. Este é Éden, de Cacharrel - um elixir que parece concentrar todas as primaveras, desde a criação, a emanar flores cálidas e embebedadas pelos ecos do tempo. Éden não é só uma alusão ao paraíso: é a memória da beleza.
Não proponho aqui o resultado da mistura dessas duas maravilhas até agora citadas, mas algo que pudesse relevar as poéticas  impressões dessas fragrâncias tão distintas e tão significativas. De qualquer forma, o que predomina em minha imaginação é o acento oriental da fragrância. As especiarias, o aroma da baunilha em comunhão com as madeiras, as resinas, como a mirra e o láudano, arrematando os odores florais, dão ao perfume a suntuosidade necessária para que possa ser digno de um rei ou de uma rainha.
Outro efeito interessante é o incenso. Fragrâncias de base incensada carregam em si o sagrado e o profano. Há algo de misterioso e etéreo nessas composições.
Entre as obras em que figuram tais resinas ou, em outras, os mágicos incensos, estão  Roma, de Laura Biagiotti; Le Baiser du Dragon, de Cartier; o descontinuado Triumph, de O Boticário; Al-Rehab De Luxe; Arabian Nights, de J Del Pozzo, entre tantos outros...
Se pudéssemos colocar o que há de mais encantador, de cada um desses perfumes, num mesmo frasco, certamente teríamos um perfume digno de um faraó, pronto para perfumar o humano ao encontro do divino.
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Confiram as postagens dos meus amigos blogueiros, tratando do mesmo tema:
Village Beauté
Le Mond est Beau
Parfums et Poésie
Parfumée
Perfume Bighouse
Templo dos Perfumes
Perfumart
A Louca dos Perfumes



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Compartilháveis: eu uso, tu usas, ele usa...

Em primeiro lugar, vamos deixar de lado essa mania de rotular uma fragrância como masculina ou feminina. 
Entendo que, no passado, os perfumes eram destinados às mulheres, explorando, inicialmente, o aroma de uma única flor, como jasmim ou rosas. Para os homens, criou-se o hábito de perfumar o lenço com notas de lavanda (era o máximo que se permitia), criando um efeito fresco e natural, lembrando o cheiro da relva. Desse costume surgiu uma das famílias olfativas: o grupo fougère.
Mas hoje os tempos são outros.
A perfumaria evoluiu e passou a apresentar uma infinidade de possibilidades, em combinações de ingredientes sintéticos ou naturais, o que também ampliou o leque se opções para homens e mulheres. Outra coisa: o homem hoje é menos tradicionalista (para não dizer preconceituoso). Preocupa-se mais com a aparência e com a forma com que se apresenta. É mais vaidoso e, não necessariamente, menos viril.
Ainda assim, a perfumaria  quase sempre distingue: notas intensamente florais ou frutais são femininas. Notas cítricas, alavandadas ou intensamente amadeiradas são masculinas. Claro que muitas marcas, percebendo a mudança nos paradigmas, lançaram algumas fragrâncias mais ousadas, adicionando notas mais florais ou de baunilha, por exemplo, aos perfumes masculinos e madeiras mais intensas aos femininos. Bons exemplos são as casas Jean Paul Gautier e Calvin Klein, que são se prendem a padrões. Alguns exemplos destas e de outras casas são Le Male, de JPG, cujas notas doces de baunilha dão ao perfume um caráter menos rústico e mais feminino; também a violeta de Fahrenheit, de Dior, e as madeiras intensas de Le Baiser du Dragon, de Cartier. Outro exemplo interessante é o mix guloso de Body Kouros, permitindo que elas também se deliciem com um perfume "de homem", e o de Hypnotic, de Dior (muito bem lembrado pelo Yvan), que, embora bastante doce, contém notas severas de coco e jacarandá.
As fragrâncias mais frescas e casuais, de diferentes marcas, já são bastante apreciadas pelos garotos. São as águas refrescantes, inspiradas na lavanda, nos cítricos e também em notas marinhas: Free, de O Boticário; a coleção Brisas, de Eudora; as deliciosas colônias da tradicional Roger e Gallet, entre muitas outras.
Vale dizer, entretanto, que as fragrâncias não precisam ter inclinações "compartilháveis" para que possam agradar e ser usadas pelo gênero oposto ao que ela se destina. Há homens que preferem fragrâncias mais doces, enquanto certas mulheres não abrem mão do seu Azzaro pour Homme.
Seguem algumas sugestões, incluindo as dicas de alguns dos meus seguidores:

- Para eles, perfumes delas:

Ô de Lancôme, Laguna de Dali, Free de O Boticário, Thaty de O Boticário, Amarige de Givenchy, Le Baiser du Dragon de Cartier, Opium de YSL, L'Eau d'Issey de Issey Miyake, J'Adore de Dior, Clinique Elixir, Nº 19 de Chanel, Nº 5 de Chanel, Cabochard de Grès, Cabotine de Grès, Coco Mademoiselle de Chanel, Hot Couture de Givenchy, Calandre de Paco Rabbane, Jasmim Noir de Bvlgari, Obssession de CK, Ange ou Démon de Givenchy, Acqua Fresca de O Boticário, Burberry etc. etc. etc...

- Para elas, perfumes deles:

Body Kouros de YSL, 4711 de Mü
lhens, Le Male de Jean Paul Gautier, Eau Sauvage de Dior,
Fleur du Male de JPG, Dimitri de O Boticário, L'Eau d'Issey de Issey Myiake, Very Irresistible de Givenchy, Pi de Givenchy, Fahrenheit de Dior, 212 Sexy Men, Boucheron pour Homme, Zino de Davidoff, 212 Men, Jazz de YSL, Diesel Zero Plus, Acqua di Parma, Acqua di Gió de Armani etc. etc. etc...
É claro que já existem os clássicos reconhecidamente compartilháveis: CK One e Gautier 2 são bons exemplares.

Por hora é só.
Gostaria de ouvir as sugestões de vocês, queridos leitores. Vamos lá! Quais perfumes você indicaria?
 
 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Desodorante Rosalie

Mais uma crise de saudosismo!
Quando redescobri o frasco desse mimo, por acaso, na Net, disse: - eu preciso compartilhar isso com meus leitores queridos.
Sei que as impressões que cercam nossas lembranças são muito subjetivas. O que me toca profundamente pode nem fazer cócegas em outro. É claro, porém, que há uma possiblidade maior de encontrarmos algum correspondente para essas impressões quando resolvemos falar delas. E por isso resolvi falar de Rosalie - Desodorante.
Não tenho o hábito de resenhas ou comentários sobre desodorantes, mas, por outro lado, entendo que um blog que fala de fragrâncias não pode ignorar uma ou outra fragrância marcante simplesmente por figurar em um desodorante.
Conheci Rosalie quando criança. Lembro-me de vê-lo sobre a penteadeira de minha mãe. Ela o comprou num desses chás da tarde, antigamente muito comuns, promovidos por consultoras, as quais expunham seus produtos como demonstradores. Vendia-se de tudo: cremes, shampoos, desodorantes, perfumes, sabonetes, gel de massagem (o doutorzinho) etc.
Minha mãe comprou o Rosalie...
Aquele frasco rosa, gordinho e pequeno ... Aquele aroma floral, bem fresco e cintilante, bem romântico e orvalhado, com notas de rosas frescas e há pouco desabrochadas... Isso marcou minha memória.
O curioso é que me esqueci completamente dessa fragrância, até que conheci Glow, de JLo... Alguma coisa ali despertou minha lembrança... Acho que isto, exatamente: a combinação floral típica dos anos 80 envolvida por um arranque mais fresco, mais leve e estimulante...
Também me lembra Rosalie o famoso Eternity, de CK e uma das raridades que a querida Sarah me enviou: Remember Me, de Dior.
Hoje procuro essa preciosidade. Até encontrei a marca na Net: a outrora bem famosa Christian Grey. O desodorante até aparece, com seu talquinho companheiro, mas "esgotado". Espero em breve poder sentir esse cheirinho que só Rosalie tem.
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Alguém conheceu esse cheirinho? Compartilhe!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Perfumes bons ou baratos? Tenho que escolher?

É com prazer que escrevo meu primeiro post que participará da mesa-redonda de um grupo de amantes de perfumes, os quais citarei ao final deste.



A proposta é interessante: "Perfumes com preços acessíveis, os favoritos". Curioso notar que há duas maneiras de tomarmos a proposta, no que diz respeito à interpretação do sintagma "os favoritos". Ou seja, os perfumes com preço acessível são os favoritos ou quais são os perfumes favoritos com preço acessível?
Bem, não farei aqui uma relação de perfumes bons e com bom preço. Quero, em vez disso, gerar uma pequena reflexão a respeito do tema. Independente do caminho que se tome, cabe, antes de mais nada, pensarmos no que pode tornar um perfume tão caro.
Fatores como marca, matéria-prima e distribuição são determinantes, além dos impostos e de outros quesitos, como a publicidade, narizes envolvidos, designers etc.  
Por exemplo: marcas como Chanel, Dior, Gucci, YSL, Givenchy entre outras são consagradas e só por isso já encarecem um perfume. Matérias-primas, quando naturais, custam mais que o dobro, às vezes, que um correspondente sintético. A íris e a tuberosa são exemplos disso. A escassez proposital de um perfume em lojas do ramo também pode levá-lo a preços meteóricos. São estratégias criadas para valorizar um produto e distanciá-lo do apelo popular. Paradoxalmente, com tal manobra, o perfume passa a ser reconhecido e desejado por todos, mas obtido por poucos. Isso me lembra a estratégia de marketing da cantora Marisa Monte: quando fazia seus shows nas boates de Ipanema, Leblon, arrancava elogios e delírios dos maiores críticos de música. Recebeu muitos convites pra gravar, mas resistiu enquanto pode. Quando lançou seu primeiro disco, foi aquele sucesso, obviamente. Ainda hoje a cantora mantém certo controle sobre o fluxo de gravações, chegando a ficar até dois anos sem lançar um disco, para delírio, ansiedade e desespero dos fãs.
Bem... voltando aos perfumes, há muitas empresas, inclusive francesas, que copiam grandes obras. Não que sejam tão aquém de uma obra-de-arte, mas são alvos de preconceito por parte dos mais exigentes e amantes dos perfumes famosos. Eu também me posiciono contra a cópia desavergonhada de certos perfumes, quando, claramente, até os nomes, ao sofrerem pequenas alterações gráficas e fonéticas, remetem-nos imediatamente aos perfumes originais. Ou o desenho da caixa... Claro: isso é ilegal. Mesmo assim, algumas empresas copiadoras conseguem se aproximar bastante dos lendários e cobram pelas falsificações preços bem mais em conta.
Há também aqueles que se inspiram num tema e até mesmo em uma obra. Não fazem, entretanto, referência alguma ao seu "muso inspirador", nem no nome, nem no design do frasco ou da caixa. São criações que, evidentemente, foram baseadas nesta ou naquela fragrância, porém o fato de se manter certo respeito em relação ao original já me conforta (claro que isso também pode ser cômodo pra mim). No Brasil, por exemplo, temos inúmeras criações de marcas bem conhecidas por aqui "inspiradas" em grandes perfumes internacionais (não vem ao caso citarmos agora).
Minha posição em relação  aos perfumes nacionais também é, de certa forma, incômoda. Assim como meu amigo Yvan, penso que há perfumes muito bons, aliás: espetaculares... com preços bem mais acessíveis que os nacionais e com uma projeção na pele inacreditável . Empresas como Natura, por exemplo, cobram de um perfume até 150,00 reais, quando posso ter um Cabotine, que adoro, por 79,00 reais. 
Não digo aqui que eu não compre ou não use os perfumes brasileiros. Pelo contrário: sou fã de alguns deles, mas creio que posso me realizar completamente com muitos importados de preços inacreditáveis.
Mascas famosas como Greès, Elizabeth Arden e de la Renta, por exemplo, têm preços maravilhosos e criações memoráveis. Há ainda as gratas surpresas dos garimpos. Geralmente, nas lojas do ramo, enquanto os glamourosos estampam as vitrines de todos os lados, num cantinho acanhado estão os
perfumes de segunda linha. Vejam só: segunda linha. A verdade é que essas obras podem conter matérias-primas com qualidade idêntica aos grandes nomes, mas, por pertencerem a marcas pouco reconhecidas, apresentam-se a nós com preços bastante tentadores.
Recentemente conheci um conjunto de perfumes indianos em roll-on, concentradíssimos (na verdade são óleos essenciais) e paguei por eles uma bagatela. São deliciosos e têm fixação de mais de mais de dez horas.
Por último, cabe lembrar aqui das versões "testers". São aqueles perfumes acondicionados em frascos cuja venda é proibida e servem para os lojistas usarem-nos como demonstradores. O preço dessas belezas pode cair bastante. Basta que encontremos alguém que possa vendê-los a nós. 
O importante, na verdade, é sentirmo-nos bem. E cheirosos. Para isso não é necessário gastarmos rios de dinheiro. Basta ter um bom faro e, principalmente, estilo. Hoje, por exemplo, passei o dia com meu Topaze, da Avon - uma versão bem baratinha (15,00) do imortal Chanel Nº  5 (rsrsrsr).

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Leiam também as postagens dos meus colegas sensíveis e perfumados, nos seguintes blogs:
Dênis em: http://www.1nariz.com.br/
Diana Alcântara em: http://aloucadosperfumes.com/
Juliana Toledo em: http://lemondeest.blogspot.com.br/
Priscila Lini em: http://www.parfumee.com.br/
Elizabeth Casagrande em: http://www.perfumebighouse.com/
Carla Biscaglia em: http://pimentavanilla.blogspot.com.br/
Cris Nobre em: http://templodosperfumes.blogspot.com.br/
Vanessíssima CR em: http://www.vanmulherzinha.com/
Dâmaris em: http://villagebeaute.blogspot.com.br/






domingo, 3 de agosto de 2014

Agradecimento

Quero registrar aqui o meu muito obrigado a algumas pessoas que fazem este blog mais feliz. Tenho, graças a Deus, muitos seguidores fiéis aos quais já agradeci inúmeras vezes. Recentemente venho percebendo a presença constante de mais alguns recém-chegados, queridos, que fazem toda a diferença. Entre todos estes e aqueles, quero agradecer ao Afranio, ao Yvan, à Vana, à Sarah, à Lília, à Lily (múltiplas, maravilhosas... rsrsr), entre tantos outros queridos...
Aí vão algumas flores pra vocês!
Bem perfumadas!
Beijos!

Lady Lily

O Boticário não me surpreende com muita facilidade atualmente. Acho a maioria de suas novas fragrâncias reincidentes, pouco criativas, cansativas.
Mas desta vez preciso "dar a mão à palmatória": Lady Lily...
A fragrância me laçou imediatamente, com suas notas florais frescas que dão logo o recado: trata-se de um perfume delicado e singular. Aos poucos, um buquê primoroso se revela: flores brancas, orvalhadas, quase frias... Como se tivéssemos, por algum tempo, uma fragrância uniflore... sem complexidade. Um aroma floral doce e alegre, radiante, cintilante que se acomoda, aos poucos sobre um delicado fundo de baunilha e madeiras discretas, com o cuidado de não roubar a cena das flores, estrelas da composição. A base é discreta, límpida e as frésias, ylang ylangs, gardênias, jasmins e magnólias, perfeitamente combinadas, compõem um aroma único, de uma nova flor, que supera em muito a anterior Lily Essence: mais amarga, rascante e "suja" ao meu ver.
Lady Lily é nobre. Tem aquele tom de equilíbrio e comedimento que o afasta dos apelativos comerciais. Tem luz discreta e mesmo assim cintila e transparece... 
A fragrância me lembrou o tema de J'adore Cologne Florale, inspirado nas magnólias: floral, fresco, docinho, radiante e feliz.
Adorei!