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terça-feira, 15 de julho de 2014

Eau de Gingembre

Da tradicional Roger & Gallet, a fragrância em questão é um convite à despretensão, à leveza e ao bem-estar. De estrutura simples, as notas do gengibre, estrela da obra, são proeminentes, acompanhadas de arranques cítricos e borbulhantes, lembrando uma gostosa bebida de limão. A parceria bergamota e gengibre define o tom da fragrância, embora, nos momentos sucessivos, ocorram nuances discretas de almíscares. Não há notas picantes que possam ser representativas. 
Uma colônia alegre, festiva, matinal e muito estimulante. Lançada em 2003.
A brasileira Eudora, do grupo O Boticário, em sua linha "Brisas de Eudora" também tem sua "eau de gengibre" e não fica devendo em nada à famosíssima Roger & Gallet.

domingo, 13 de julho de 2014

Le Temps de Reines for Women


Impossível ficar apático diante do intenso arranque oriental e amadeirado dessa fragrância. Há algo de amadeirado defumado e um resinoso flambado, lembrando-me doces especiarias, como canela, embora esta não conste na descrição. 
Um perfume facilmente compartilhável, devido ao caráter forte de suas madeiras e resinas. 
A presença do patchuli é facilmente percebida, além de condimentos "apimentados", diluídos em notas de folhas de gerânio, muito comuns em perfumes masculinos. 
Mas o que me é mais proeminente são as notas de benjoim, nome dado à goma extraída da casca do benjoeiro, por meio da incisão. Estas são a alma desse perfume, e trazem ares incensados e ecos de culturas orientais. Há algo na fragrância que me remete a um perfume masculino da marca Shiseido, provavelmente "Basala". Lembro-me do dia em que conheci este último: o cheiro de uma bebida, talvez conhaque de alcatrão, não sei... algo doce e defumado... cravos, canela... uma delícia... isso me deixou intrigado por horas.
Uma curiosidade diz respeito às maravilhosas embalagens dos perfumes da marca. Em breve falaremos sobre isso.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Jazz ontem e hoje


Enquanto limpava minha coleção de frascos, fui atraído pela beleza das antigas embalagens de Jazz, de YSL. Um primor de composição, em preto e branco, lembrando as teclas de um piano.
A concepção da embalagem está totalmente relacionada à ideia do perfume, que revela-nos um espírito jovem, porém clássico e sofisticado.
A primeira versão, bem no estilo tradicional, para os que amam o ritual de se perfumar, não continha válvula. A segunda versão mantém a mesma cor e ideia, porém já sofreu mudança em parte do design, sem a tampa, e com válvula vaporizadora.
Provavelmente são duas versões que "conviveram", embora eu só tenha conhecido a segunda.
A terceira versão, comercializada atualmente, é uma perda total. O frasco mantém as cores originais na tampa, apenas, e seu desenho ainda nos remete às versões anteriores, mas sem aquele encanto.
Tudo bem que se busque modernizar o estilo, a apresentação da embalagem, mas é inegável que fica a saudade dessas belezas...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sr. N


Uma fragrância masculina que já se tornou um clássico.

Lançada inicialmente em 1981 e reformulada em 2007, embora com algumas mudanças, a fragrância manteve seu espírito: verde, aromática, amadeirada e equilibrada.
Sr. N mistura notas cítricas, lavanda, cardamomo e notas de madeiras, como patchuli e vetiver. Não é nada áspera ou agressiva, como acontece com algumas fragrâncias masculinas. Na verdade, o que Sr. N tem de melhor é a harmonia entre os acordes aromáticos e os amadeirados, todos muito arredondados, revelando uma sofisticação bem natural e remetendo-me a regiões montanhosas e frias, cercadas de pinhos.
Um aroma requintado, por ser pouco complexo e, ao mesmo tempo, estimulante, vibrante, limpo e marcante.
Há algum tempo, a Natura lançou as versões Cedro e Âmbar, que, em breve, serão apresentadas aqui.
Um perfume bem brasileiro.

sábado, 5 de julho de 2014

Byzance

Um perfume que marcou a memória olfativa de muitos e que, infelizmente, tornou-se raro.
Byzance é da família dos perfumes aldeídicos, com inclinação chypre, revelando seu caráter tradicionalmente francês.
A fragrância tem como tema a raríssima tuberosa, envolta em um delicioso incenso almiscarado. Remete-nos ao luxo que um bom perfume deve evocar, além de a poderosas fantasias.
A saída é verde e picante, carregada de aldeídos que fazem emergir a composição floral de tuberosas, jasmim, rosas e ylang-ylang. Aos poucos, o efeito esfumaçado do incenso invade o cenário, graças a presença do sândalo, do almíscar e do âmbar, além do efeito floral quente do heliotrópio,
como uma bruma, e torna o perfume empoado, requintado e inesquecível.
Uma obra-prima!
Post dedicado a Yvan.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Criador e Criaturas

Após concluir a leitura do livro "Diário de um Perfumista", do nariz Jean-Claude Ellena, atual criador de fragrâncias da casa Hermes, percebi a necessidade de inaugurar um novo marcador neste blog: Criador e Criaturas. Nesses posts falarei dos narizes.
São os artistas que, inspirados, procuram reproduzir uma sensação, perseguindo a expressão exata de algo tão subjetivo como um odor, e colocá-la num frasco.
São profissionais contratados pelas grandes casas para compor obras-primas. Alguns são de apelo comercial. Outros, mais consolidados, podem se dar ao luxo de escolher o que criar, de libertar seu ímpeto de artista e deixarem-se guiar pela gostosa sensação de perseguir uma impressão até quase tocá-la...
Segundo Jean-Claude Ellena, uma obra da perfumaria pode surgir em alguns dias ou levar até anos para ser concluída. Penso que o perfume é que escolhe seu criador...
Neste marcador, falaremos dos principais criadores de fragrâncias, a começar por um dos meus favoritos: Jacques Cavallier, criador de alguns perfumes mais poderosos do mundo, a meu ver.
Até lá!

Azzaro Visit for Men

Uma fragrância de personalidade forte, suavizada por notas balsâmicas e incensadas.
Azzaro Visit é marcante: suas notas iniciais são picantes e condimentadas (noz-moscada, gengibre, cardamomo e pimenta-rosa) alavancadas pelas notas cítricas da bergamota. O coração é ricamente amadeirado e balsâmico, abraçando as notas picantes e aparando as arestas.
Ao fundo, o tom precioso do âmbar e do almíscar. O efeito de Azzaro Visit é bastante significativo: há um tom de virilidade, de urbanidade e de contemporaneidade. Nada convencional, sua alma reside nas madeiras ora picantes, ora besuntadas e incensadas, lembrando o precioso óleo de copaíba.
O frasco é moderno, futurista, lembrando os edifícios ousados e deslumbrantes,com vidro e metal.
Um perfume interessante.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Para recordar

Cuidando do meu acervo de embalagens de O Boticário, percebi algumas mudanças curiosas no design de alguns frascos. Vale a pena relembrar:
*Post dedicado a Sarah, que adora minhas fotos.

1- Dreams: inicialmente em formato oval, da linha Living Flowers, e, mais tarde, em forma de ânfora, em edição especial (dois tamanhos).



2- Anete: Já descontinuado, sofreu alteração radical em cor do frasco e tampa.




3- Connexion: o frasco padrão, também comum em Styletto, ganhou nova forma, tampa e textura.


4- Dimitri: o mesmo que ocorreu com Connexion, porém o frasco tradicional pertencia a uma outra linha, que seria a dos perfumes mais requintados e mais caros também.



5- Crazy Feelings: na versão antiga, o nome era estampado no corpo do frasco, bem no centro, e não abaixo do gargalo, como na última versão. A cor do primeiro também era mais fechada.
                             

E pra fechar, os três mosqueteiros, que nem chegaram a sofrer transformação: foram eliminados.

Tuareg de O Boticário


A colônia Tuareg foi descontinuada no final da década de 90. Fazia parte do sexteto maravilhoso de amadeirados da marca: Dimitri, Yang, Tuareg, Estyletto, North Wind e Connexion. Isso sem contar com Eros.
Tuareg combinava virilidade e mistério. Nada invasivo, tratava-se de uma combinação fougére aromática com base deliciosamente amadeirada. As notas iniciais eram cítricas, seguidas de um corpo ricamente aromático, misturando, provavelmente, alecrim ou sálvia, com notas florais discretas. Os acordes eram arredondados, harmoniosos.
A base arrematava a composição e acrescentava o vetiver, as madeiras e, provavelmente, o musgo de carvalho. 
No fim, tratava-se de um aroma masculino e delicado, lembrando a limpeza e a cremosidade sentida após o banho com um gostoso sabonete.
Recentemente, a empresa lançou a versão Connexion Woods, bastante parecida com Tuareg, mas, como já era de se esperar, também foi descontinuada.
Entre os importados, sugiro Boucheron pour Homme.