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terça-feira, 29 de julho de 2014

Sun Moon Stars

Tive acesso a esse perfume na década de 90 e confesso que, na época, não dei muita atenção a ele, por ter relacionado-o, de maneira bem pouco fundamentada, a Eternity, de CK. Realmente há algo que me leva a este último. Talvez o buquê floral romântico, típico dos anos 80, excetuando-se a violeta.
Depois, com o tempo (pra ser mais exato: hoje) voltei a senti-lo e percebi que a fragrância requer mais da minha atenção.
Pra começar, há algo mais exultante em Sun Moon Stars. A saída floral/frutal é explosiva e encantadora. Notam-se ondas suculentas e doces em meio à  delicadeza e feminilidade das flores. Flores de todas cores: rosas, jasmim, frésias... Um estimulante e inebriante mix de flores.
Curiosamente, após afastar o nariz do ponto onde aspergi a fragrância, percebo acordes densos, doces e talcados, persistentes, provavelmente vindos da combinação baunilha, sândalo e âmbar. Um aroma nada vaporoso. Pelo contrário: uma base que dá um tom oriental e um tanto "fechado"ao arranjo explosivamente floral do perfume, afastando-o de uma simples composição primaveril.
Son Moon Stars é um belo perfume. Propicia-nos uma experiência um pouco mais que angelical com as flores.
Seu nome alude aos principais corpos celestes, do dia e da noite. Perfeitamente compatível com as características da fragrância, que não se restringe, não se limita e ainda representa essa festa da beleza e do encantamento.
Lindo!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Omnia Crystalline

Limpo e cintilante. Talvez sejam os adjetivos que mais caibam para descrever essa fragrância.
A obra é rosada, fresca e inspiradora. Tem cheiro de manhã primaveril e de tardes estivais, embaladas por ventos perfumados.
Abre-se floral e discretamente verde. Imediatamente, faz-se sentir o odor fresco de água corrente ou de flores orvalhadas, que abraça tudo, vindo da pera e das delicadas notas de chá.
Ao fundo, o arremate do musk, combinando perfeitamente com as sutis e persistentes nuances florais.
Curiosamente, durante a evolução do perfume na pele, devido ao adocicado frescor que a composição emana, tive a impressão de sentir notas de menta ou hortelã.
Ao fundo, pra não dizer que seu efeito cristalino perdura até o último suspiro, temos notas discretas de madeira, sugerindo um delicado incenso.
Penso que minha amiga Sarah, do blog Parfums et Poésie, certamente gostará, uma vez que torna-se inevitável não relacionar as impressões desta fragrância com alguma melodia doce ou uma poesia orvalhada de belezas...
Criado em 2005, por Alberto Morillas, parceiro consagrado de Jacques Cavallier.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Jacques Cavallier

Esse cara é um dos maiores narizes do mundo, a meu ver. 
Nasceu em 1962, em Grasse, cidade da França conhecida mundialmente pelos campos de flores cultivados para a perfumaria e também pelos inúmeros laboratórios de marcas consagradas.
Filho e neto de perfumistas, aos dez anos de idade já se dedicava a conhecer as matérias primas e a arte da criação de aromas. Passava temporadas de verão nos laboratórios de sua cidade natal e também estudando com o pai, o que lhe deu um conhecimento notável.

Durante o colegial, continuou trabalhando na área e também cursou Inglês e Espanhol na Universidade de Nice.

Mais tarde, aos 28 anos, o encontro de Cavallier com Alberto Morillas (seu grande parceiro de criações) e Chantal Roos (grande inspiradora para ícones da YSL, desde 1976), com quem criou as primeiras obras memoráveis, foi decisivo. 
O perfumista tem estilo versátil e transita facilmente entre muitos temas e tendências da perfumaria. É conhecido como uma pessoa complexa e dotada de um agudo e fino senso de humor.
Sua fama no mundo dos aromas é relacionada ao seu vasto e raro conhecimento de matérias-primas naturais e também, por caminhar com desenvoltura em qualquer direção olfativa, torna-se um curinga para as maiores casas de perfumes do mundo, como YSL, para quem criou algumas de suas principais fragrâncias.
Jacques Cavallier traz no currículo obras como Rive GaucheNuL'eau d'IsseyTroubleCinéma, entre outras e outras grandes criações
O perfumista esteve no Brasil em 2011, para lançar uma linha de perfumes que criou para a marca Polo de Deauville.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Eau de Gingembre

Da tradicional Roger & Gallet, a fragrância em questão é um convite à despretensão, à leveza e ao bem-estar. De estrutura simples, as notas do gengibre, estrela da obra, são proeminentes, acompanhadas de arranques cítricos e borbulhantes, lembrando uma gostosa bebida de limão. A parceria bergamota e gengibre define o tom da fragrância, embora, nos momentos sucessivos, ocorram nuances discretas de almíscares. Não há notas picantes que possam ser representativas. 
Uma colônia alegre, festiva, matinal e muito estimulante. Lançada em 2003.
A brasileira Eudora, do grupo O Boticário, em sua linha "Brisas de Eudora" também tem sua "eau de gengibre" e não fica devendo em nada à famosíssima Roger & Gallet.

domingo, 13 de julho de 2014

Le Temps de Reines for Women


Impossível ficar apático diante do intenso arranque oriental e amadeirado dessa fragrância. Há algo de amadeirado defumado e um resinoso flambado, lembrando-me doces especiarias, como canela, embora esta não conste na descrição. 
Um perfume facilmente compartilhável, devido ao caráter forte de suas madeiras e resinas. 
A presença do patchuli é facilmente percebida, além de condimentos "apimentados", diluídos em notas de folhas de gerânio, muito comuns em perfumes masculinos. 
Mas o que me é mais proeminente são as notas de benjoim, nome dado à goma extraída da casca do benjoeiro, por meio da incisão. Estas são a alma desse perfume, e trazem ares incensados e ecos de culturas orientais. Há algo na fragrância que me remete a um perfume masculino da marca Shiseido, provavelmente "Basala". Lembro-me do dia em que conheci este último: o cheiro de uma bebida, talvez conhaque de alcatrão, não sei... algo doce e defumado... cravos, canela... uma delícia... isso me deixou intrigado por horas.
Uma curiosidade diz respeito às maravilhosas embalagens dos perfumes da marca. Em breve falaremos sobre isso.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Jazz ontem e hoje


Enquanto limpava minha coleção de frascos, fui atraído pela beleza das antigas embalagens de Jazz, de YSL. Um primor de composição, em preto e branco, lembrando as teclas de um piano.
A concepção da embalagem está totalmente relacionada à ideia do perfume, que revela-nos um espírito jovem, porém clássico e sofisticado.
A primeira versão, bem no estilo tradicional, para os que amam o ritual de se perfumar, não continha válvula. A segunda versão mantém a mesma cor e ideia, porém já sofreu mudança em parte do design, sem a tampa, e com válvula vaporizadora.
Provavelmente são duas versões que "conviveram", embora eu só tenha conhecido a segunda.
A terceira versão, comercializada atualmente, é uma perda total. O frasco mantém as cores originais na tampa, apenas, e seu desenho ainda nos remete às versões anteriores, mas sem aquele encanto.
Tudo bem que se busque modernizar o estilo, a apresentação da embalagem, mas é inegável que fica a saudade dessas belezas...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sr. N


Uma fragrância masculina que já se tornou um clássico.

Lançada inicialmente em 1981 e reformulada em 2007, embora com algumas mudanças, a fragrância manteve seu espírito: verde, aromática, amadeirada e equilibrada.
Sr. N mistura notas cítricas, lavanda, cardamomo e notas de madeiras, como patchuli e vetiver. Não é nada áspera ou agressiva, como acontece com algumas fragrâncias masculinas. Na verdade, o que Sr. N tem de melhor é a harmonia entre os acordes aromáticos e os amadeirados, todos muito arredondados, revelando uma sofisticação bem natural e remetendo-me a regiões montanhosas e frias, cercadas de pinhos.
Um aroma requintado, por ser pouco complexo e, ao mesmo tempo, estimulante, vibrante, limpo e marcante.
Há algum tempo, a Natura lançou as versões Cedro e Âmbar, que, em breve, serão apresentadas aqui.
Um perfume bem brasileiro.